Quando a Infância ainda Mora em Você: Experiências que podem estar por trás da ansiedade na mulher adulta
Você já se perguntou por que algumas situações aparentemente simples despertam em você um medo tão grande, uma necessidade intensa de controlar tudo ou uma sensação constante de que algo pode dar errado? Deixei neste blog informações sobre. Leia abaixo:

“Eu não sei por que sou tão ansiosa.”
“Por que eu preciso dar conta de tudo?”
“Por que tenho tanto medo de errar?”
“Por que preciso tanto da aprovação das pessoas?”
“Por que é tão difícil simplesmente descansar?”
Nem sempre essas respostas estão apenas no presente.
Alguns padrões emocionais podem ter começado muito antes de você conseguir compreendê-los. Podem ter sido construídos em experiências vividas durante a infância, especialmente quando necessidades importantes de segurança, acolhimento, proteção, pertencimento e validação emocional não foram suficientemente atendidas.
Isso não significa que toda ansiedade seja consequência de um trauma de infância. A ansiedade é multifatorial e pode envolver aspectos biológicos, psicológicos, relacionais e ambientais.
Mas compreender a própria história pode ajudar a perceber como determinados padrões foram aprendidos, e por que continuam aparecendo hoje.
A criança aprende sobre o mundo através das experiências que vive
Uma criança ainda não possui recursos emocionais para interpretar tudo o que acontece ao seu redor.
Ela não pensa:
“Meu pai está me criticando porque ele também tem dificuldades emocionais.”
“Minha mãe está distante porque está sobrecarregada.”
“Esse ambiente é inseguro, mas isso não significa que o mundo inteiro seja perigoso.”
A criança simplesmente sente. E, a partir da repetição das experiências, começa a construir conclusões sobre si mesma, sobre as outras pessoas e sobre o mundo.
“Preciso ser perfeita para ser amada.”
“Não posso demonstrar o que sinto.”
“Preciso estar sempre preparada.”
“Se eu relaxar, alguma coisa ruim pode acontecer.”
“Não posso depender de ninguém.”
“Preciso resolver tudo sozinha.”
Essas conclusões podem não ser conscientes. Mas podem continuar influenciando a mulher que essa criança se tornou.
E se a sua ansiedade estiver tentando contar uma história?
Talvez valha a pena escutá-la.
Não para viver no passado. Mas para compreender o presente.
Porque quando você começa a conhecer as raízes dos seus padrões, deixa de enxergar suas dificuldades apenas como defeitos de personalidade.
E começa a perceber que existe uma história por trás delas.
A sua história.
E histórias podem ser compreendidas, elaboradas e ressignificadas.
Se você sente que repete padrões que não consegue explicar, vive em constante estado de alerta, sente dificuldade em confiar em si mesma ou carrega há anos uma sensação de insuficiência, talvez seja o momento de olhar para isso com mais profundidade.
Você não precisa continuar sendo prisioneira daquilo que um dia aprendeu para sobreviver.
Eu posso caminhar com você nesse processo.
Renisse Lamin
Terapeuta Integrativa | Especialista no Emocional Feminino
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